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...e imagino os teus olhos fixos no meu decote,
As palavras que os teus lábios balbuciariam, desconcertados,
E imagino a vontade que deverias ter de me tocar…
Levada pelo poder da imaginação, toco-me
E imagino que são as tuas mãos
Que apertam,
Que apalpam
Que exploram
Aquela tentação cujo decote evidencia.
Sigo a linha dos seios e entro sem pedir permissão, roupa adentro
E sinto a pele quente e macia ansiando pelo teu toque
Pelo teu sopro
Pela tua boca
Por ti
Me fales, com saudades
Me dispas com palavras
Me olhes com desejo
Me toques, excitado
Me beijes, insaciável
Me leves… em pensamento...
Agrada-me a ideia de uma rapidinha dentro do carro durante uma lavagem automática, quando fica aquele calor sufocante, e não temos hipótese de abrir o vidro… entre as escovas que rodam, os esguichos de água e detergente, e os funcionários que controlam as máquinas… o medo de ser apanhada e o tempo que se revela demasiado curto.
O ideal é ir para lá já bastante “predisposta”, com uma saia e sem roupa interior, ao ponto de ter apenas tempo de te desapertar as calças e, com alguma agilidade, encaixar-me entre ti e o volante, passando por cima do manípulo das mudanças, e deixando uma perna de cada lado.
O que me agrada é ser à luz do dia, com gente nas proximidades, um outro carro à frente ou atrás, e estarmos ali dentro de um túnel semi-camuflados com a espuma e a água…e não ter de tirar uma única peça de roupa…
Será que dá tempo?
A par com as damas que povoam alguns locais onde o arvoredo é denso, ao longo das estradas, esperando clientes enquanto tricotam, conversam, ou simplesmente estão ali de perna aberta, outro espécimen que merece destaque enquanto nativo-das-estradas-portuguesas, é o operário das obras.
Eu, enquanto menina atenta, de vez em quando lá vejo um ou outro (atenção, são raros!) que é colírio para os meus olhinhos, e é um regalo!
Juro!
Por baixo daquelas jeans rasgadas, sujas de terra e alcatrão, e das t-shirts com publicidade à tasca da esquina, um corpito bem delineado (sim, porque o trabalho é duro e vale mais que uma hora por dia no ginásio) chama a atenção até a uma freira.
Depois há os mais ousados, que despem a t-shirt e aproveitam o solzinho para trabalhar para o bronze… uiiiii!
E só com o colete reflector aberto à frente... e o capacete....
É lindo!
Confesso que nessas alturas me esqueço de que sou uma mulher casada!
Esta cena até dava uma boa fantasia…
Adoro fazer amor frente ao espelho,
Ver os nossos corpos que se movem,
Despidos.
Ver-me a ver-me,
E ver-te quando estás atrás de mim.
Ver a tua mão que primeiro me agarra pelos quadris,
A tua pélvis que se aproxima e afasta,
Se movimenta,
Fazendo o teu sexo enterrar-se mais.
E mais.
Ver-te com as mãos que enlaçam os meus seios,
Puxando-me mais para ti.
Ver-me a sentir prazer,
A gemer ao teu toque,
E fazer de conta que aquelas duas pessoas
Do lado de lá do espelho,
Não somos nós,
Mas apenas dois estranhos
A quem invado a privacidade
...que os homens adoram quando uma mulher toma a iniciativa, e admito que eu própria também o gosto de fazer.
Mas não sempre…
Também me quero sentir desejada, ser interpelada, sem esperar, por mãos curiosas que me exploram o corpo.
Gosto de o olhar nos olhos e conseguir ver que ele me deseja, sem ser preciso recordar-lhe constantemente…
Brincar ao toca e foge, provocar, fazendo com que a libido aumente de minuto para minuto.
É pena quando tudo se resume à parte em que as roupas já estão no chão.
O Vaticano decidiu emitir um documento com as «Diretrizes para o Cuidado Pastoral da Estrada», que pretende servir de orientação para os fiéis que andam ao volante, ajudando-os a evitar o pecado.Um dos comportamentos desaprovados pelo Vaticano é o uso do carro para impressionar, causar inveja e ser ostentado, desencorajando-se, assim, a compra de automóveis de luxo e topos de gama. A Igreja recomenda manter a humildade ao volante.
Esta espécie de «dez mandamentos» dos fiéis condutores, tem 36 páginas, que versam sobre os aspectos morais da condução. Segundo o documento, muitas pessoas, quando ao volante, se tornam prepotentes e dominadoras. Por isso mesmo, recrimina a ira e os gestos rudes ou menos próprios ao volante.
Além das regras básicas de civismo, que incluem respeito pelos peões, o documento repete algumas das regras de trânsito mais conhecidas, como evitar o uso de telemóvel durante a condução, bem como a condução sob efeito de álcool ou drogas. Mas o Vaticano faz ainda outras recomendações, mais religiosas, que incluem orações no trânsito. De fora não poderiam ficar, como é óbvio, as recomendações para que se evite cair em tentação no carro, sobretudo no que respeita a sexo.
O documento já despoletou algumas reacções, nomeadamente da Ferrari, que se sentiu lesada pelas palavras do documento.