terça-feira, 12 de junho de 2007

Às vezes fecho os olhos e viajo para outra vida onde desejo...

Que me leves daqui por uma tarde… pelo tempo suficiente.
Surpreende-me com um quarto rasca alugado algures. Um sítio onde me faças despir para ti.

Um quarto com raios de sol a entrar pelas frestas da persiana semi cerrada,
Onde me ponhas uma venda nos olhos e me faças sentar numa cadeira velha,
Onde me desorientes.
Onde me toques aleatoriamente, me beijes e me deixes em extâse.

Anseio sentir a tua respiração no meu pescoço, os meus dedos na tua boca
E os teus na minha.
Sentir-te girar à minha volta pensando, meticulosamente, onde será o próximo toque.

Gemo quando sinto algo gelado tocar-me no meio dos seios, e uma gota de água que vai escorrendo até ao meu ventre.
Sem aviso sinto a tua língua lambendo esta gota, e como é bom o choque entre o frio da água e o quente da tua boca…

Sinto o gelo nos meus mamilos, que se imediato ficam duros, e de seguida a tua boca que os chupa e trinca delicadamente.
Voltas a tocar-me com o cubo de gelo, que rapidamente se vai transformando em água, desta vez na minha barriga.
Uma gota volta a cair, escorrendo ao encontro da minha vagina.
E de novo a tua língua lambe esta gota que escapa furtivamente entre os pêlos púbicos.

Estou sentada, vendada, vulnerável,
E tu ajoelhado à minha frente vais-te deliciando com os meus fluidos corporais que jorram só para ti.
Contorço-me e gemo de prazer, encostada para trás na cadeira e com as mãos na tua cabeça, que lentamente se vai movimentando.
Fazes-me vir, e eu deixo-me ficar, sentindo os espasmos do meu corpo com toda a intensidade.

(continua..)

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O poder da palavra

Num período mais conturbado da minha vida, esqueci-te.
Ou melhor, não esqueci. Apenas arrumei o assunto num cantinho dentro de mim, dentro de uma caixinha fechada a sete chaves.
Nos dias de hoje, com estas palavras que escrevo (e outras que apenas penso e nem me atrevo a divulgar), tenho-me deliciado a abrir, aos poucos, essa caixinha.
Desde os momentos mais intensos, aos mais hilariantes, dos mais descontraídos aos mais preocupantes, tem-me vindo à memória alguns instantes, e agora percebo, tenho plena consciência, do quanto eu realmente pensava em MIM.
É uma maneira egoísta de ver as coisas, mas é a verdade. Pensava em mim, no meu prazer. E tu davas-me prazer.
Saber que te excito para mim continua a ser afrodisíaco. Ainda hoje. E uso e abuso do poder da palavra.
Por isso às vezes não resisto e digo-te coisas que não devia... Eu bem tento controlar-me, mas não consigo…
Estou grata por poder ter uma certa liberdade de expressão para dizer abertamente o que me vai na alma.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Notícia do dia

"Mais da metade das mulheres britânicas preferem comer chocolate a fazer sexo, revelou um estudo da Universidade do País de Gales divulgada esta terça-feira. Já os homens no Reino Unido confessam que, como seria de esperar, preferem acto sexual, em detrimento do chocolate.
Dos 1.500 entrevistados, metade de cada sexo, 52 por cento das mulheres afirmaram preferir o «prazer garantido» de uma barra de chocolate a ter relações com alguém do sexo oposto. Já para 87 por cento dos homens inquiridos, o sexo é a primeira escolha.
O estudo foi encomendado pela Cadbury. O trabalho consistiu em analisar a ligação entre o chocolate e a produção da endorfina, conhecida como a «hormona da felicidade». Segundo o inquérito, tanto os homens (57 por cento) como as mulheres (66 por cento) consideraram que comer chocolate melhora o humor.
O inquérito revelou também que embora os homens prefiram uma noite de amor ao doce, metade dos britânicos costuma oferecer chocolates."


Gostava de saber como é cá em Portugal!...
A sério que sim!

Era uma vez...

“...Um rapaz que viajava sozinho num comboio, Europa fora.
Durante o trajecto, partilhava o pequeno compartimento da carruagem com inúmeras pessoas, que entravam e saíam, seguindo cada uma com a sua vida.
Num dos percursos mais longos, numa tarde quente de verão, repartia o espaço com um casal de idosos e com uma rapariga, que viajava igualmente sozinha.
A viagem era feita em silêncio, apenas com os velhotes trocando palavras de vez em quando. O som característico do comboio dominava tudo.

O calor era forte, e a rapariga envergava um vestido fresco. A corrente de ar que circulava na carruagem, saindo de uma janela semi-aberta, fazia o vestido esvoaçar, deixando momentaneamente a descoberto as suas pernas.
Ela parecia despreocupada com isto, bem como com o facto de uma alça deslizar insistentemente pelo ombro, mostrando mais do que devia.
Estava a gostar de o ver a olhar para ela, devorando com os olhos cada centímetro de pele que ela revelava.
Trocavam olhares e nada diziam, mas era evidente que havia ali uma atracção que não conseguiam evitar.
De vez em quando olhavam para os velhos, na esperança que estes adormecessem.
Quando já nem o mais forte trepidar do comboio os parecia acordar, ela levantou-se e tirou as cuecas.
Dirigiu-se ao rapaz, que permanecia sentado à sua frente, e começou a desapertar-lhe a breguilha. Tirou de lá o sexo duro e sentou-se em cima dele. Deslizou facilmente, tal era a humidade dela.
Ela sentia as mãos dele nas suas nádegas, marcando o ritmo, e a sua respiração acelerada junto aos seios.
Movia-se lentamente em cima dele, sentindo-o a entrar e a sair, e permaneceram assim durante instantes, até que o comboio apitou, deixando-os de sobressalto com a hipótese de os vizinhos de viagem acordarem.
Detiveram-se e olharam para o casal adormecido. O velho, que estava sentado ao lado deles, junto à janela, abriu parcialmente os olhos e fixou a paisagem que corria feroz, mas fechou-os de imediato, rendendo-se de novo ao descanso.
Olharam de novo um para o outro, e retomaram o acto. Os corpos estavam agora ainda mais quentes, mais excitados devido à adrenalina.
Os movimentos dela em cima dele aumentaram gradualmente, cada vez mais rápido, fazendo-os abandonar por completo a lucidez… até que se vieram ao mesmo tempo, no meio de uma tentativa de abafar os gemidos.
Permaneceram imóveis nos segundos seguintes, até a respiração retomar o ritmo normal.
Ela saiu de cima dele, vestiu as cuecas e sentou-se de novo no seu lugar, até chegar à estação seguinte.
Aí, saiu e despediu-se apenas com um olhar, sem uma única troca de palavras. E ele seguiu viagem.”

Uma das minhas fantasias é fazer sexo com um estranho, alguém de se cruze comigo em algum momento da minha vida, e de quem eu não saiba nem o nome.
Talvez por isso adore esta história.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Orgasmo

Naquelas noites quentes e calmas, deito-me nua na cama e desperto os sentidos
Gemo de prazer só com a ideia de um toque ou um sopro na minha pele
Ofereço o meu corpo a uma mão inquieta, que me acaricia
Aqui, ali e mais além

Adoro quando sinto uns lábios beijar-me na boca e quando eles começam a descer, lentamente
Pelo pescoço e pelos seios
Saboreando a fragilidade da pele e enriçando os mamilos
Pelo ventre
Demorando uma eternidade, deixando-me a arder de desejo de descer mais um pouco
Só mais um pouco
Até que duas mãos abrem caminho expondo um órgão húmido e excitado

Gemo quando sinto o delicado toque de uma língua quente
Que vai aumentando de intensidade
Até se tornar na única coisa que interessa naquele momento
E perante a sofreguidão, o corpo explode de prazer exalando ondas de calor
E uma genuína sensação de paz

segunda-feira, 4 de junho de 2007

...

Adoro, naqueles dias quentes de sol, céu azul e sem nuvens, deitar-me sob um manto fofo de relva verde e fresca num jardim.
Adoro fechar os olhos e sonhar com aquele preciso momento, em que tudo o que sinto é o sol a bater e queimar a pele.
Adoro sentir as comichões causadas pelas gotas de suor que vão escorrendo pelo corpo, e pelas formigas que passeiam despreocupadamente pelos braços.
Adoro sentir a brisa roçar na pele, como um sopro, fazendo enriçar os pelos e arrepiar a pele
Adoro abrir os olhos e não conseguir ver nada durante segundos, apenas sombras, após minutos com o sol a bater no rosto.
Adoro admirar os choupos e olhar para as folhas que alegremente dançam ao sabor do vento.
Adoro estes momentos, em que se ouve, se vê e se sente a natureza, e eu desejo ser de novo criança.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Sem papas na língua

Erradamente, a pornografia é tida como algo masculino.
Calculo que isto aconteça devido a pressões sociais, uma vez que nos deparamos com o eterno estigma… se uma mulher admite que gosta de pornografia, passa por depravada. Por isso a maior parte das vezes é melhor ficar de boquinha fechada.

Ora eu, como já se sabe que sou tarada, não tenho problemas em admitir (aqui, claro). Eu adoro ver pornografia!

Falando de filmes pornográficos, a verdade é que, salvo raras excepções, o conteúdo é muito, mas mesmo muito, pobre. Pelo menos, dentro daquilo que vou vendo uma vez por outra no canal adulto da tv por cabo.
Por mais que permaneça céptica perante uma cena de sexo num desses filmes (lamentávelmente legendados em português do brasil), fazendo juízos inevitáveis às cenas insólitas e surreais que levam a que se comece a transar a torto e a direito com quem vai aparecendo à frente, sem falar no tempo interminável que a cena dura (consigo ver apenas durante uns 5 ou 10 minutos, porque depois farto-me), aquilo excita.
Isso eu garanto! Porque quando vejo, não consigo evitar masturbar-me.

Ver os grandes planos de fellatio, cunnilingus e/ou penetração filmados de todos os ângulos possíveis e imaginários, nos locais mais bizarros, ou o facto de haver mais do que duas pessoas envolvidas no acto, tudo ajuda. São tantas coisas que acabo por não saber o que é que, especificamente, me excita.

Mas, dizendo desde já que não tenho qualquer tendência lésbica (não é necessáriamente o meu cenário predilecto), gosto de ver duas mulheres juntas. Confesso! E penso que percebo o porquê de esta ser uma das fantasias masculinas mais comuns:

A mulher tem o corpo bonito! Ver duas mulheres de corpo bonito juntas, é ainda mais bonito. E ver as duas mulheres a brincar com o corpo uma da outra, é sexy.

E, sinceramente, não há melhor, para quem quer aprender a agradar à namorada, mulher, ou vizinha, do que ver uma cena de uma mulher a acariciar outra.